terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Bloco Amarra o Burro desfila junto a Escola de Samba Unidos da Piedade em 2015

Interessados em desfilar na Ala do Bloco, junto a mais querida entre em contato com Everton Martins:  27 99871.1253 ou Toninho Boa Morte 99906.4083







BLOCO AMARRA O BURRO

O Bloco:
Bloco Amarra o Burro tem sua origem no final da década de quarenta, sendo o mais antigo ainda em atividade em Vitória. É o embrião de todos os outros blocos e das Escolas de Samba da Grande Vitória. Sua importância cultural se deve ao fato de ter bebido na fonte e mantido a tradição de manifestações culturais como a Batucada Chapéu do Lado, que animava os foliões do Morro da Fonte Grande nas primeiras décadas do século XX.
Sua história se funde com a de seus fundadores, ilustres moradores do centro de Vitória como Mario reboco, Baiano do Chocalho, Eduardo Silva, Pedro Peitudo, Hélio Silva, José do Bule e outros foliões que contribuíram não só com o Bloco Amarra o Burro, mas também com o samba capixaba.
Com tradição de desfiles há mais de 60 anos, se tornou um marco do samba que contribui para o desenvolvimento histórico e cultural do centro de Vitória. As novas gerações o enxergam como uma herança, já que é o momento em que a comunidade se reúne e desce para desfilar na Av. Jerônimo Monteiro todos os anos, além de manter o título de mais democrático da avenida, já que em suas fileiras se encontram além de moradores da Fonte Grande, pessoas de outras comunidades que se juntam para festejar e animar as torcidas com alegria, paz e segurança.
Bloco Amarra o Burro, hoje sob a coordenação de Toninho Boiadeiro e Claudinha da Piedade, tem como porta-estandarte Rejane, filha de um do Sr. Pedro Peitudo, mantendo assim a tradição da comunidade, além de compositores com Valtinho Espingarda, Betinho Capoeira, Luciano do Cavaco e Maneco que somam para manter o dito popular “Fonte Grande, berço do samba, terra de bamba”.
O tema de 2015: A ALEGRIA DAS BATUCADAS
Desde a época do “bate-moleque” e do “entrudo” a alegria toma conta dos capixabas no período do carnaval. A partir da proclamação da república essas antigas brincadeiras de carnaval (que sempre terminavam em confusão) passaram a ser proibidas com punição para quem as praticasse. Inicia-se o período das batalhas de confetes e das antigas Sociedades Carnavalescas que utilizavam carros alegóricos puxados a cavalo como a Fênix Carnavalesca e a Pierrot dentre outras em Vitória. Era a época em que a alta sociedade participava das brincadeiras de rua e seguiam para os bailes nos grandes salões da cidade.  Com a chegada dos automóveis o “chique” era passar pelas ruas com os carros lotados de mulheres da alta sociedade atirando confetes e serpentinas. Toda a cidade saia para assistir ao corso e se acotovelava no principal ponto de encontro das festividades locais: a Praça Oito, palco principal de festas, lutas e manifestações em Vitória. Com a crise de 1929 e a revolução de 1930 desapareceram as sociedades carnavalescas e os grupos musicais, e a parti de então, no período do carnaval saíam pequenos grupos chamados de BATUCADAS.
A partir desse momento, a população mais pobre da cidade, se espelhando no luxo das fantasias das mulheres da sociedade, começa a se organizar em blocos com baliza, porta-estandarte e abre alas para também desfilar na cidade. Muda também o estilo musical que imperava nos antigos carnavais. Caem em desuso a polca e o tango para dar lugar a marcha, ao maxixe, ao lundu e o samba. Começa então o carnaval como conhecemos até hoje.
É sobre essa resistência em favor da alegria que o Bloco Amarra o Burro vem falar neste carnaval de 2015. As primeiras batucadas nasceram entre 1932 e 1934 no Centro de Vitória, mais precisamente na junção dos morros da Fonte Grande e Piedade: Batucada Chapéu do Lado e Batucada Mocidade da Fonte Grande. Elas eram concorrentes entre si no período do carnaval, apesar de serem vizinhas durante o ano todo. A Chapéu do Lado foi fundada pelo Sr. Eduardo Silva e a Mocidade da Fonte Grande pelo Sr. Nestor Lima, ambos ilustres moradores da região. As batucadas utilizavam, desde o início, instrumentos de cordas e percussão como violão, cavaquinho, banjo, caixa e tamborim. O ritmo também era diferente do tocado hoje nas Escolas de Samba, era mais “quente”, com muita marcha e menos samba conforme relatou o Sr. Nestor Lima em entrevista concedida no ano de 1977. A fabricação dos instrumentos das batucadas era totalmente artesanal, já que seus componentes não possuíam recursos para a compra de instrumentos. Utilizavam barricas de vinho e couro para montar surdos, pandeiros e outros, precisando do fogo para a afinação dos instrumentos.
Apesar da resistência de parte da sociedade, do preconceito racial e social, homens e mulheres (estas, constantes vítimas de ofensas por parte das outras pessoas), as batucadas se fortaleceram, cresceram chegando a 12 batucadas na Grande Vitória (Santa Lucia, Mocidade da Praia, Gurigica dentre outras) e animaram os carnavais de Vitória por bastante tempo, cantando seus enredos próprios até meados da década de 1950 quando começaram a se enfraquecer após o surgimento das Escolas de Samba.
O desfile
O Bloco Amarra o Burro este ano vem homenageando as antigas batucadas do Centro de Vitória. Berço dos atuais blocos carnavalescos e escolas de samba, as batucadas animaram os foliões a partir da década de 30 em diversos pontos da Grande Vitória.
A partir deste contexto, o Amarra o Burro pegou como referência os antigos batuqueiros, seus instrumentos musicais e a disposição para a alegria que faz destes foliões do passado nossa referência de carnaval. Para eles o mais importante era a alegria de brincar, de tocar seus instrumentos e de animar o público. O Amarra o Burro tem essa mesma filosofia: a da diversão com muita alegria.
As fantasias primam pelo conforto dos foliões, com referências a antigas tradições culturais ainda hoje realizadas, como Folia de Reis, Congada e outros. O reaproveitamento de material carnavalesco continua sendo uma constante no Amarra o Burro, visando sempre a sustentabilidade.
O carro traz o Burro como componente principal, rodeado com os principais instrumentos das antigas batucadas e um grande esplendor colorindo o carro. É a homenagem do Amarra o Burro a estes foliões que mesmo criticados e em uma época de grande repressão levaram alegria ao povo capixaba.
A bateria desfilará com roupas que fazem alusão aos antigos malandros e batuqueiros, com calça branca e chapéu adornado com tira do tecido das saias das mulheres.
A Porta estandarte desfilará homenageando a alegria. Sua roupa refletirá o espírito do carnaval, levando o Amarra o Burro de encontro aos foliões.
O bloco estará caracterizado como os antigos foliões, lembrando um tempo em que as mulheres usavam saias rodadas, com fitas e muitas cores. Os homens com calça e camiseta, também coloridas. Conforme dito anteriormente, o Amarra o Burro primou neste ano pelo conforto dos seus foliões, para a alegria do bloco contagie a todo o público presente.

DIREÇÃO DO BLOCO 2013/2014/2015.
Presidente: Antonio Boamorte Filho
Vice presidente: Claudinha da Piedade
Tesoureira: Graça de Sá
Diretoria: Ilma Viana
Diretoria: Nilton Lima
Diretoria: Wenderson Gregorio
Secretaria: Rozilene de Sá
Diretor de Marketing: Claudio Batista
Diretor: Everton Martins
Carnavalesco: Evandro Leal
Aderecista: Maikel Dias
Aderecista: Cibele Verrangia
Aderecista: Carminha Pascolar
Apoio de Adereço: Geovana Tabachi
Aderecista: Gorete Nossa
Mestre de Bateria: Tião
Porta-estandarte:  Rejane
Rainha de Bateria: Erika Eleotorio
Fotografia: Dicesar
Confecção de Carro: Dinho da F.Grande, Everton Martins, Pinduca, Toninho Boamorte, Evandro Leal.
Burrinha: Mestre Fabinho
Apoiador publicitário: Zivan Tavares - UST/ES, Sindbombeiros e UAB



Fontes:
Pesquisa:
 Cláudio Batista – Publicitário
Rozilene de Sá - Psicopedagoga

- Carnaval 100 anos – Hermógenes da Fonseca
- O Samba no Morro da Fonte Grande – Leonardo Coelho Duarte
- Site Capixabão – 29/01/2014
- Site Morro do Moreno – 14/02/2014



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