BLOCO AMARRA O BURRO
O Bloco:
O Bloco Amarra o Burro tem sua origem no
final da década de quarenta, sendo o mais antigo ainda em atividade em Vitória.
É o embrião de todos os outros blocos e das Escolas de Samba da Grande Vitória.
Sua importância cultural se deve ao fato de ter bebido na fonte e mantido a
tradição de manifestações culturais como a Batucada Chapéu do Lado, que animava
os foliões do Morro da Fonte Grande nas primeiras décadas do século XX.
Sua
história se funde com a de seus fundadores, ilustres moradores do centro de
Vitória como Mario reboco, Baiano do Chocalho, Eduardo Silva, Pedro Peitudo, Hélio
Silva, José do Bule e outros foliões que contribuíram não só com o Bloco Amarra o Burro, mas também com o
samba capixaba.
Com
tradição de desfiles há mais de 60 anos, se tornou um marco do samba que
contribui para o desenvolvimento histórico e cultural do centro de Vitória. As
novas gerações o enxergam como uma herança, já que é o momento em que a
comunidade se reúne e desce para desfilar na Av. Jerônimo Monteiro todos os
anos, além de manter o título de mais democrático da avenida, já que em suas
fileiras se encontram além de moradores da Fonte Grande, pessoas de outras
comunidades que se juntam para festejar e animar as torcidas com alegria, paz e
segurança.
O Bloco Amarra o Burro, hoje sob a
coordenação de Toninho Boiadeiro e Claudinha da Piedade, tem como
porta-estandarte Rejane, filha de um do Sr. Pedro Peitudo, mantendo assim a
tradição da comunidade, além de compositores com Valtinho Espingarda, Betinho
Capoeira, Luciano do Cavaco e Maneco que somam para manter o dito popular
“Fonte Grande, berço do samba, terra de bamba”.
O tema de 2015: A ALEGRIA DAS BATUCADAS
Desde
a época do “bate-moleque” e do “entrudo” a alegria toma conta dos capixabas no
período do carnaval. A partir da proclamação da república essas antigas
brincadeiras de carnaval (que sempre terminavam em confusão) passaram a ser
proibidas com punição para quem as praticasse. Inicia-se o período das batalhas
de confetes e das antigas Sociedades Carnavalescas que utilizavam carros
alegóricos puxados a cavalo como a Fênix Carnavalesca e a Pierrot dentre outras
em Vitória. Era a época em que a alta sociedade participava das brincadeiras de
rua e seguiam para os bailes nos grandes salões da cidade. Com a chegada dos automóveis o “chique” era
passar pelas ruas com os carros lotados de mulheres da alta sociedade atirando
confetes e serpentinas. Toda a cidade saia para assistir ao corso e se
acotovelava no principal ponto de encontro das festividades locais: a Praça
Oito, palco principal de festas, lutas e manifestações em Vitória. Com a crise
de 1929 e a revolução de 1930 desapareceram as sociedades carnavalescas e os
grupos musicais, e a parti de então, no período do carnaval saíam pequenos
grupos chamados de BATUCADAS.
A
partir desse momento, a população mais pobre da cidade, se espelhando no luxo
das fantasias das mulheres da sociedade, começa a se organizar em blocos com
baliza, porta-estandarte e abre alas para também desfilar na cidade. Muda
também o estilo musical que imperava nos antigos carnavais. Caem em desuso a
polca e o tango para dar lugar a marcha, ao maxixe, ao lundu e o samba. Começa
então o carnaval como conhecemos até hoje.
É
sobre essa resistência em favor da alegria que o Bloco Amarra o Burro vem falar
neste carnaval de 2015. As primeiras batucadas nasceram entre 1932 e 1934 no
Centro de Vitória, mais precisamente na junção dos morros da Fonte Grande e
Piedade: Batucada Chapéu do Lado e Batucada Mocidade da Fonte Grande. Elas eram
concorrentes entre si no período do carnaval, apesar de serem vizinhas durante
o ano todo. A Chapéu do Lado foi fundada pelo Sr. Eduardo Silva e a Mocidade da
Fonte Grande pelo Sr. Nestor Lima, ambos ilustres moradores da região. As
batucadas utilizavam, desde o início, instrumentos de cordas e percussão como
violão, cavaquinho, banjo, caixa e tamborim. O ritmo também era diferente do
tocado hoje nas Escolas de Samba, era mais “quente”, com muita marcha e menos
samba conforme relatou o Sr. Nestor Lima em entrevista concedida no ano de
1977. A fabricação dos instrumentos das batucadas era totalmente artesanal, já
que seus componentes não possuíam recursos para a compra de instrumentos.
Utilizavam barricas de vinho e couro para montar surdos, pandeiros e outros,
precisando do fogo para a afinação dos instrumentos.
Apesar
da resistência de parte da sociedade, do preconceito racial e social, homens e
mulheres (estas, constantes vítimas de ofensas por parte das outras pessoas),
as batucadas se fortaleceram, cresceram chegando a 12 batucadas na Grande
Vitória (Santa Lucia, Mocidade da Praia, Gurigica dentre outras) e animaram os
carnavais de Vitória por bastante tempo, cantando seus enredos próprios até
meados da década de 1950 quando começaram a se enfraquecer após o surgimento
das Escolas de Samba.
O desfile
O
Bloco Amarra o Burro este ano vem homenageando as antigas batucadas do Centro
de Vitória. Berço dos atuais blocos carnavalescos e escolas de samba, as
batucadas animaram os foliões a partir da década de 30 em diversos pontos da
Grande Vitória.
A
partir deste contexto, o Amarra o Burro pegou como referência os antigos
batuqueiros, seus instrumentos musicais e a disposição para a alegria que faz
destes foliões do passado nossa referência de carnaval. Para eles o mais
importante era a alegria de brincar, de tocar seus instrumentos e de animar o
público. O Amarra o Burro tem essa mesma filosofia: a da diversão com muita
alegria.
As
fantasias primam pelo conforto dos foliões, com referências a antigas tradições
culturais ainda hoje realizadas, como Folia de Reis, Congada e outros. O
reaproveitamento de material carnavalesco continua sendo uma constante no
Amarra o Burro, visando sempre a sustentabilidade.
O
carro traz o Burro como componente principal, rodeado com os principais
instrumentos das antigas batucadas e um grande esplendor colorindo o carro. É a
homenagem do Amarra o Burro a estes foliões que mesmo criticados e em uma época
de grande repressão levaram alegria ao povo capixaba.
A
bateria desfilará com roupas que fazem alusão aos antigos malandros e
batuqueiros, com calça branca e chapéu adornado com tira do tecido das saias
das mulheres.
A
Porta estandarte desfilará homenageando a alegria. Sua roupa refletirá o
espírito do carnaval, levando o Amarra o Burro de encontro aos foliões.
O
bloco estará caracterizado como os antigos foliões, lembrando um tempo em que
as mulheres usavam saias rodadas, com fitas e muitas cores. Os homens com calça
e camiseta, também coloridas. Conforme dito anteriormente, o Amarra o Burro
primou neste ano pelo conforto dos seus foliões, para a alegria do bloco
contagie a todo o público presente.
DIREÇÃO DO BLOCO 2013/2014/2015.
Presidente:
Antonio Boamorte Filho
Vice
presidente: Claudinha da Piedade
Tesoureira:
Graça de Sá
Diretoria:
Ilma Viana
Diretoria:
Nilton Lima
Diretoria:
Wenderson Gregorio
Secretaria:
Rozilene de Sá
Diretor
de Marketing: Claudio Batista
Diretor:
Everton Martins
Carnavalesco:
Evandro Leal
Aderecista:
Maikel Dias
Aderecista:
Cibele Verrangia
Aderecista: Carminha Pascolar
Aderecista: Carminha Pascolar
Apoio
de Adereço: Geovana Tabachi
Aderecista:
Gorete Nossa
Mestre
de Bateria: Tião
Porta-estandarte:
Rejane
Rainha
de Bateria: Erika Eleotorio
Fotografia:
Dicesar
Confecção
de Carro: Dinho da F.Grande, Everton Martins, Pinduca, Toninho Boamorte,
Evandro Leal.
Burrinha: Mestre Fabinho
Apoiador
publicitário: Zivan Tavares - UST/ES, Sindbombeiros e UAB
Fontes:
Pesquisa:
Cláudio Batista –
Publicitário
Rozilene de Sá -
Psicopedagoga
-
Carnaval 100 anos – Hermógenes da Fonseca
- O
Samba no Morro da Fonte Grande – Leonardo Coelho Duarte
-
Site Capixabão – 29/01/2014
-
Site Morro do Moreno – 14/02/2014



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